quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Ingresso IN-Perceptível


Fala-se muito hoje em dia de processo colaborativo e muitos grupos surgem dessa vontade, desse desejo de criação, mas afinal: O que pretendia Luis Alberto de Abreu com o uso desse termo? Será ele o condutor desse conceito?
Coletivo IN-Perceptíveis é uma experiência, um estudo, uma investigação pessoal de cada membro que vem de encontro à um espaço comum a todos. É por isso que estou tão satisfeito de poder compartilhar esse espaço, primeiramente por confiar no potencial de todos os envolvidos, mas principalmente por poder estabelecer reflexões e experimentações que me alteram por inteiro, que alteram a arte que faço, a arte que penso.
As relações que crio aqui são dignas da mais profunda confiança, são fontes de aprendizado e amadurecimento. Elas possibilitam a abertura de caminhos, levantamento de dúvidas, provocam inquietações e criam novos repertórios.
Dentro desse contexto, "olhar-se" , torna-se um exercício nem sempre fácil. É preciso ter um aprofundamento de sua própria consciência, significa desapegar de paradigmas que te constitui como ser humano artista, e a partir dessa observação permitir a mudança, a instabilidade.

Partindo desses princípios que ingresso nessa viagem, nessa busca... Obrigado por estarem juntos comigo...

Lucas Buchile

O que move minhas vontades???


Estamos nos propondo a entrar num espaçode criação, e sempre que me deparo com essa possibildiade de fazer arte e compartilhar vivências dentro de um processo com outras pessoas, a perguta mais forte é: O QUE MOVE MINHAS VONTADES?

Estamos juntos nessa!

Somos um grupo que se propõem a trabalhar juntos, trocar experiencias, abrir juntos espaços para novas conexões.

Penso muito na nossa nominação como COLETIVO. E fico pensando até onde isso pode refletir... Temos várias pessoas querendo andar no mesmo rumo, mas sabemos que os passos são multiplos. Como andar juntos sem perder autonomia? Somos 5 potencialidades, 5 mundos diferentes e isso não precisa ser negado. Relaciono essa idéia de autonomia à nossas discussões quanto a vida de Roberto Zucco, como estar na sociedade sem ser engolido pela massa? Como abrir espaços e descristalizar lugares sagrados e imaculados??? Como carregar esse mecanismo de não estagnação para a cena? Como sustentar na carne (já que somos intérpretes) essas vontades???


Pois queremos criar... e não reproduzir!


Sinceridade é a palavra!